O melasma no rosto é uma das condições de pele mais comuns no Brasil, especialmente entre mulheres. Ele se manifesta como manchas escuras no rosto, geralmente nas bochechas, testa, buço e nariz, podendo também atingir outras áreas expostas ao sol. Embora não cause dor nem inflamação, o melasma impacta diretamente a autoestima e a confiança.
Mas afinal, como tratar do melasma de forma eficaz e segura? Este artigo explica as causas, tipos, principais tratamentos disponíveis e os cuidados dermatológicos indispensáveis para controlar o problema e prevenir o seu retorno.
O que é o melasma?
O melasma é uma hiperpigmentação crônica da pele causada pela produção excessiva de melanina — o pigmento responsável pela coloração cutânea. Ele ocorre devido a fatores genéticos, hormonais e ambientais, sendo fortemente influenciado pela exposição solar.
Apesar de afetar qualquer pessoa, o melasma é mais frequente em mulheres com pele morena ou parda e costuma se agravar durante a gestação, uso de anticoncepcionais ou após exposições intensas ao sol.
Compreender como tratar do melasma exige uma abordagem ampla, que envolva diagnóstico correto, tratamento médico e mudanças de hábitos.
Principais causas do melasma
O melasma não tem uma causa única, mas sim um conjunto de fatores desencadeantes e agravantes. Entre os principais estão:
Radiação ultravioleta (UVA e UVB): principal causa do escurecimento das manchas;
Luz visível (emitida por telas e lâmpadas);
Alterações hormonais (gravidez, uso de anticoncepcionais, reposição hormonal);
Predisposição genética;
Uso de cosméticos irritantes ou procedimentos agressivos;
Calor excessivo (que estimula a produção de melanina).
Segundo dermatologistas, esses fatores atuam em conjunto, o que explica a recorrência do melasma e a necessidade de tratamentos contínuos e personalizados.
Tipos de melasma
Antes de entender como tratar do melasma, é importante identificar o tipo da condição, já que cada um requer estratégias diferentes de tratamento:
Melasma epidérmico: localizado na camada superficial da pele, responde melhor a cremes e peelings leves.
Melasma dérmico: atinge camadas mais profundas e exige tratamentos combinados e de longo prazo.
Melasma misto: o tipo mais comum, com manchas em diferentes profundidades da pele, requer abordagem múltipla.
A avaliação dermatológica é essencial para definir o tipo e determinar como tratar do melasma da maneira mais segura e eficaz.
Como tratar do melasma: os melhores métodos atuais
Tratar o melasma é um processo que exige paciência, constância e acompanhamento médico. Embora ainda não exista cura definitiva, é possível clarear significativamente as manchas e evitar o reaparecimento com o tratamento correto.
1. Protetor solar é a base de tudo
O primeiro e mais importante passo em qualquer protocolo de como tratar do melasma é o uso rigoroso de fotoproteção. A exposição solar é o principal gatilho para o escurecimento das manchas, mesmo que indireta ou através da luz visível.
Deve-se utilizar protetor solar com FPS 50 ou mais, com proteção contra UVA, UVB, luz visível e infravermelho, reaplicando-o a cada três horas.
Dermatologistas recomendam também o uso de fotoprotetores com cor, que criam uma barreira física adicional contra a luz visível.
2. Cremes clareadores e ácidos
O tratamento tópico é um dos pilares fundamentais de como tratar do melasma. Entre os ativos mais eficazes estão:
Ácido kójico: inibe a produção de melanina;
Ácido azelaico: tem ação anti-inflamatória e clareadora;
Ácido tranexâmico: reduz a atividade dos melanócitos;
Hidroquinona (usada sob prescrição médica e por tempo limitado);
Niacinamida e vitamina C, que uniformizam o tom da pele e combatem radicais livres.
Esses cremes devem ser usados sob orientação dermatológica, pois o uso inadequado pode causar irritação e até piorar o melasma.
3. Peelings químicos
Os peelings químicos são excelentes aliados no tratamento do melasma. Eles promovem a renovação celular, removendo as camadas superficiais da pele e favorecendo a penetração de ativos clareadores.
Entre os mais utilizados estão:
Peeling de ácido retinoico;
Peeling de ácido mandélico;
Peeling de ácido glicólico.
Esses procedimentos devem ser realizados por profissionais especializados, pois o excesso ou uso indevido pode causar efeito rebote, escurecendo ainda mais as manchas.
4. Laser e luz pulsada
O uso de tecnologias como laser fracionado e luz pulsada pode ser indicado para casos de melasma resistente. No entanto, esses tratamentos exigem muito cuidado e experiência profissional, pois, se aplicados de forma inadequada, podem agravar o quadro.
Segundo especialistas, o sucesso depende de uma avaliação minuciosa da pele, do tipo de laser e da intensidade usada em cada sessão.
A Dra. Ana Carulina Moreno, renomada dermatologista na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, ressalta que o tratamento do melasma deve ser personalizado, combinando tecnologias seguras, clareadores e fotoproteção intensa. Ela enfatiza que a constância e o acompanhamento médico são fundamentais para alcançar resultados duradouros.
5. Microagulhamento e drug delivery
O microagulhamento é um tratamento moderno que utiliza microperfurações controladas para estimular a produção de colágeno e facilitar a absorção de ativos clareadores — técnica conhecida como drug delivery.
Esse procedimento pode ajudar a reduzir a pigmentação e melhorar a textura da pele, sendo uma alternativa interessante quando outros tratamentos apresentam resposta limitada.
6. Fotoproteção oral
A fotoproteção oral é um complemento cada vez mais utilizado nos protocolos de como tratar do melasma. Consiste na ingestão de cápsulas antioxidantes, como polypodium leucotomos, vitamina C e licopeno, que ajudam a neutralizar os danos causados pela radiação e reduzem a inflamação da pele.
Esses suplementos não substituem o protetor solar, mas potencializam a proteção e ajudam a evitar o escurecimento das manchas.
Cuidados diários para manter os resultados
O melasma é uma condição crônica, e por isso a manutenção é essencial. Mesmo após clarear as manchas, os cuidados devem continuar diariamente.
Veja algumas recomendações importantes:
Usar protetor solar todos os dias, mesmo em ambientes internos;
Evitar exposição solar prolongada;
Reaplicar o protetor ao longo do dia;
Manter rotina de limpeza e hidratação suave;
Evitar o uso de produtos irritantes ou abrasivos;
Consultar o dermatologista periodicamente.
Esses hábitos são decisivos para manter o controle do melasma e prevenir recidivas.
Como tratar do melasma durante a gravidez
Durante a gestação, o melasma pode surgir ou piorar devido às alterações hormonais. Nesse período, o tratamento deve ser mais delicado e seguro, evitando substâncias como hidroquinona e ácidos fortes.
As gestantes devem priorizar fotoproteção intensa, uso de cremes clareadores suaves (como os à base de vitamina C e niacinamida) e acompanhamento constante com o dermatologista.
Alimentação e estilo de vida
A alimentação também influencia no equilíbrio da pele. Dietas ricas em antioxidantes naturais, como frutas vermelhas, cenoura, tomate e vegetais verdes escuros, ajudam a combater o estresse oxidativo, que estimula a produção de melanina.
Além disso, manter hidratação adequada e sono regular contribui para a regeneração celular e melhora da uniformidade da pele.
Conclusão
Saber como tratar do melasma é fundamental para quem busca uma pele mais uniforme, saudável e bonita. Embora o melasma seja uma condição crônica e de difícil controle, os avanços na dermatologia permitem resultados cada vez mais eficazes.
Com a orientação de uma especialista como a Dra. Ana Carulina Moreno, uma das principais dermatologistas da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, é possível montar um protocolo personalizado que combina clareadores, tecnologia e fotoproteção intensa.
O segredo está na constância e no acompanhamento médico contínuo. Assim, o melasma pode ser controlado, as manchas reduzidas e a autoestima restaurada — sempre com segurança e resultados duradouros.






